ESTÃO A “INDROMINAR”?
A IDA A MERCADOS Todo este júbilo, o toque das trombetas da alegria e os cânticos de loas no regresso aos mercados que têm perpassado todo o universo da comunicação social no nosso País, tem-me deixado algo desconfiado, porque dá-me a sensação, como dizia a minha avó, que me estão a “indrominar”. Quando era petiz, por vezes ia com a minha avó ao mercado vender as suas produções hortícolas e de animais de capoeira. Não faltavam vendedores que procuravam engendrar formas de enganar o “zé povo” que pretendia comprar os produtos que não tinham. Certo dia, acompanhei a minha avó ao mercado para vender os produtos hortícolas colhidos na véspera na horta, mais umas aves de capoeira que criava, assim como uma cesta de ovos – é um facto que naquele tempo a minha avó não tinha “à perna” a directiva da Comissão Europeia que se preocupa com o espaço do local onde a galinha põe os ovos, caso contrário seria o bom e o bonito -, que eu quando a visitava sempre corria a procurar no galinhei...