Mensagens

A mostrar mensagens de maio, 2013

A OBSTIPAÇÃO DO GOVERNO

Certo dia um cavalheiro foi ao médico, pois já há uns dias que não fazia a “vida” e sentia-se muito inchado na barriga e até com dores de cabeça. Chegado à presença do médico, o doente lá explicou o seu problema. O médico receitou-lhe um xarope, prescrevendo a toma e o modo de aplicação, e aconselhou o paciente a regressar ao seu consultório dali a uma semana. Passada uma semana lá foi o doente ao consultório do médico. Chegado à consulta, o médico perguntou ao doente: Então, obrou? Responde o doente: Oh Sr. doutor, eu lá obrar não obrei! O médico ficou preocupado com a resposta do doente, pois entendia que a receita que prescreveu acabaria com a obstipação do doente. No entanto, aumentou-lhe a dose medicamentosa no receituário e solicitou ao doente que regressasse à sua presença passada uma semana. Assim fez o nosso doente. Chegado ao consultório, o médico pergunta-lhe: Então, obrou? Responde o doente: Oh Sr. doutor, eu lá obrar não obrei! O médico ficou espantad...

SEM FUTURO COM ESTE PRESENTE

Pode parecer paradoxal esta semântica, mas não restam dúvidas de que na Europa e em Portugal, particularmente, não vislumbramos futuro, pois o presente, com todas as decisões políticas que nos são impostas à bruta e sem contemplações, coarctam a possibilidade de cada um de nós perspectivarmos um futuro. Tudo começou com uma crise financeira, em 2007/2008, mas depressa, por incúria e incompetência (ou não) dos poderes políticos, a crise financeira transformou-se numa crise económica, pois assim tinha de ser, dada a necessidade de salvar a Banca. Depois da crise económica surgiu a crise social, fruto do desemprego, do enorme aumento de impostos, pois convinha preservar incólume e recuperar os interesses da banca e dos especuladores financeiros. Hoje o presente é vivido de incertezas, sem futuro, pois o desemprego, a fome e a miséria de 99% da população já começa a sobressair, tornando turva a ideia de um futuro que com este presente certamente não haverá. O continente europeu,...

SUCESSO NOS MERCADOS É MAIS UM EMBUSTE

Ontem tocaram-se as trombetas da alegria, tecendo loas ao êxito da ida a mercados na venda de dívida pública a 10 anos. Como pode ser considerado um êxito vender dívida pública a uma taxa de juro de 5,6%? Esta taxa é inferior em um ponto percentual àquela que há dois anos, altura em que a oposição - hoje é governo - clamava que o preço a pagar de juros era insuportável para os Portugueses e só o pedido de ajuda externa seria a solução - assim chegou a Troika. Depois de tantos sacrifícios; tanto desemprego; tanto encerramento de empresas; dos aumentos colossais de impostos; cortes nos salários e nas pensões; em dois anos, apenas se reduziu um ponto na taxa de juro quando se vende dívida pública - sendo certo que os compradores dessa dívida vão ao BCE financiar-se a uma taxa de juro de 0,5%. Será que isto é política? Será que isto é um êxito? Só há uma solução para a UE e para o Euro: o BCE e as instituições europeias alterarem a sua política. O BCE deverá mutualizar toda a dí...