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A mostrar mensagens de junho, 2014

PROSTITUIÇÃO E CONTRABANDO VAI SER CONTABILIZADO NO PIB

Se alguma, mesmo um pequeno resquício, dúvida houvesse de que os decisores das instituições europeias estão de cabeça perdida, as últimas decisões dissiparam toda essa suspeita de que, de facto, estamos a ser geridos por um bando de loucos. Só alguém eivado de laivos de loucura; gente que vive num autismo inaudito; gente que só ouve o seu círculo de amigos, que por sinal pensam da mesma forma; tropa onde se reúnem sempre os mesmos; e figuras que não aceitam reconhecer os erros que cometeram e, por isso, agravam os erros e o ridículo, só podem estar atingidos por um raio de extravagância que atropela todos os cânones. Refiro-me da nova medida “inventada” pelos responsáveis das instituições europeias de integrar como valor do PIB dos países da zona euro a economia ilegal, como a prostituição, o contrabando, o tráfico de droga, etc, que vai passar a ser contabilizado pelo EUROSTAT para cálculo do PIB. Esta nova invenção dos líderes europeus confina-se, no essencial, à confirmação...

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS DEVERIAM SER EM MARÇO DE 2015

Dadas as circunstâncias, sou de opinião que as próximas eleições Legislativas deveriam realizar-se em Março/Abril de 2015 e não em Setembro/Outubro desse mesmo ano, como defendem muitos actores políticos. Para sustentar a minha tese, apresento três razões substantivas: i) O DEO de 2016 terá de ser enviado para a União Europeia pelo governo português até Junho de 2015; ii) O Orçamento do Estado de 2016 deverá ser elaborado desde a raiz pelo próximo governo eleito; iii) as Legislaturas têm o prazo de quatro anos e não quatro anos e meio. Assim, alicerço a minha opinião justificando cada uma das razões acima aduzidas. A primeira prende-se com o facto do governo português apresentar à União Europeia, obrigatoriamente até Maio/Junho de cada ano, o Documento de Estratégia Orçamental (DEO) para o ano seguinte. Nesse sentido, não faz qualquer sentido o DEO ser apresentado por um governo em fim de ciclo e sem certezas de que o Primeiro-ministro será o mesmo. Não será politicamente co...

SAÍDA LIMPA COM MUITA SUJIDADE

Passos Coelho, com a sua trupe, anunciou a "saída limpa" de Portugal do memorando de entendimento. Coelho expôs as razões alardeando para si e para o seu governo os louros por tal saída. Mas, queiramos quer não, não chega repetir muitas vezes a mesma mentira para enganar toda a gente. O governo pode enganar muitos portugueses, mas não os engana, felizmente, a todos. A tal "saída limpa" não é mérito do governo de Passos Coelho, é uma imposição da União Europeia, pois há países que não querem continuar a colaborar com a ajuda externa aos tais países do Sul. Não tenhamos dúvida que a Grécia também vai ter uma "saída limpa"! Passos Coelho não disse, porque não convinha, mas a tal "saída limpa" já anda há muito tempo a ser preparada. A decisão do BCE em assumir a dívida dos países incumpridores perante os credores externos foi a pedra angular para que os tais ditos mercados baixassem as taxas de juro a Portugal, mas também à Irlanda e, imagin...

CONSENSOS PEDE CAVACO

No discurso de ontem, 10 de Junho, na Guarda, Cavaco Silva (mesmo depois do “badagaio” que lhe deu) veio, pela milésima vez, falar em consensos e em entendimentos entre os partidos. Para justificar esta cantilena, Cavaco fala em dar «esperança aos portugueses». O Presidente da República não tem outro tipo de discurso! Cavaco só pede entendimentos entre os partidos devido à sua limitação intelectual e ao facto de ser um apologista do “pensamento único?”, aliás o que vigora hoje na Europa. Esta forma de pensar torna a política e a existência de partidos políticos inúteis! Para que todos pensem da mesma forma, como pretende Cavaco, não é necessário existir partidos e haver eleições. A política só pode sobreviver se houver confronto de ideias; se existirem pontos de vista diferentes; se for oferecido às pessoas alternativas de governação. Só dessa forma a Democracia perdura, pois Democracia não é apenas o direito de votar e a liberdade de expressão. Democracia corresponde, também,...