VERGONHA ALHEIA
Mais incomodado do que quem devia Em tempos já longínquos, a minha avó, uma mulher analfabeta, mas com uma inteligência acima da média, sagaz e cáustica, sempre me alertou que a vergonha é um sentimento que “mata” aqueles que têm carácter, mas que a “vergonha alheia” era algo que nos corroía as entranhas mas que devíamos lutar para a desmascarar. Ora, “vergonha alheia” é aquilo que nós conseguimos descrever quando nos sentimos embaraçados e constrangidos quando vemos outros a ter comportamentos ridículos e incómodos para a sociedade – o pior é que esses nunca parecem incomodados com o seu comportamento. Lembrei-me desta lição da minha avó quando há dias senti mesmo “vergonha alheia” com os comportamentos expostos internacionalmente ao risível pelo líder do governo português e líder da coligação com o maior número de deputados eleitos na Assembleia da República; e o populismo do líder do partido com o segundo maior número de deputados eleitos na Assembleia da República. Luís Montenegro,...