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ORÇAMENTO DO ESTADO 2027

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  O Conselho de Ministros aprovou o Orçamento do Estado para 2027, e a costumeira encenação anual lá se fez para as televisões, com o Ministro das Finanças e os seus Secretários de Estado a irem à Assembleia da República entregar ao presidente da mesa do parlamento, Aguiar Branco, a PEN com o Orçamento do Estado para o próximo ano. Tudo feliz e contente neste número encenado à francesa , como se dizia antigamente. Depois foi o desfile de ministros nas televisões, à hora dos telejornais, a desfiarem o rosário da excelência que produziram, na retórica emanada da “cartilha” produzida para todos anunciarem e que está inscrito em cerca de 466 páginas no relatório do OE para 2027. Se não fosse trágico, seria cómico o primeiro ponto do sumário executivo do documento onde se expressa: « I. Uma política de rendimentos que valoriza o trabalho e a poupança, o mérito e a justiça social;» . Seguem-se outros pontos que não passam de um chorrilho de palavreado que mais serve para encher “chouriço...

O BURLESCO QUE NOS GOVERNA

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  Com toda a ênfase ao seu alcance, o governo vai-nos brindando com trejeitos obtusos inseridos numa realidade paralela só ao alcance dos espirituosos. Será que vivemos todos no mesmo país? Não sei se por efeitos da canícula, que nos tem mortificado a vida, parece que tal afectou a moleirinha da moscambilha que nos governa. Quiçá, fruto da soalheira que nos assarapanta, temos assistido a uns génios motejadores que têm transformado as últimas semanas no éden do bobo medieval. Os novos dados sobre a população que o INE publicou, deu azo a um tratado demonstrativo da estupidificação que nos querem aplicar, com o Leitão da presidência a proclamar vitupérios contra os antecessores na governança da choldra, apresentando umas contas completamente falsificadas que um aluno da 4.ª classe fazia com uma perna às costas… isto sobre a entrada de 300 mil imigrantes por ano no burgo… escondendo o “charlatão” que o movimento migratório é feito conforme a economia precisa, mas jamais tal fluxo de...

A POLÍTICA QUE NOS CALHA

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O pior da política é a falta de honestidade intelectual para assumir as suas responsabilidades. “A maioria de nós não escuta com a intenção de entender. Ouvimos com intenção de responder.” (Stephen R Covey, Escritor e Consultor) O actual governo está em funções há mais de dois anos!  Fazendo uma análise a todo este tempo, apenas percebemos que o governo não governa. Que o governo e a AD o que tem feito é fazer oposição à oposição. Queixa-se da oposição apenas porque esta cumpre o seu papel. Os portugueses votaram para a AD governar e os outros partidos fazer oposição. Manda o bom senso que quem governa, não tendo maioria absoluta, deve negociar com os outros. Em Democracia, um governo com maioria relativa não tem alforria para fazer o que quer. Tem, isso sim, de legislar em conformidade com o seu programa eleitoral e negociar a votação com a oposição. Isto pede humildade democrática, não arrogância e petulância no poder! A arrogância da maioria teve o seu último exemplo em Antó...

“A verdade da mentira”

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  A desinformação política enfraquece a confiança pública, condiciona a percepção dos cidadãos e transforma o debate democrático numa área marcada pela suspeita, pela manipulação e pela disputa pelo controlo da verdade. Jugamos sempre que a mentira parece ser apenas o contrário da verdade, pensando que quando uma existe a outra tende a desaparecer. Também diz o adágio que “a mentira tem perna curta”. Contudo, se nos atermos a observar com atenção mais cuidada a conduta da vida humana, concluímos que a analogia entre ambas é muito mais complexa do que julgávamos. Por exemplo, Oscar Wilde escreveu, na sua peça “A Importância de Ser Sincero”, que “a verdade jamais é pura e raramente é simples”, pois a verdade humana é rara aparecer com limpidez e sem ambiguidade. A mentira, como fenómeno moral, social e psicológico, diz muito sobre quem a diz e sobre quem a escuta, atendendo que não estamos perante apenas uma frase falsa ou uma fuga momentânea à realidade. A mentira nasce do medo de...

AS LEIS LABORAIS EM DEMOCRACIA

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As leis laborais foram sempre alteradas consoante a ideologia dos partidos do governo  Ao longo dos anos as principais razões apresentadas por cada governo proponente era a do aumento da produtividade e da melhoria dos salários. Passados 52 anos ainda são estas as traves-mestras que o governo aponta como motor essencial da justificação para as alterações laborais em discussão.  Início este texto após a votação de hoje na AR da proposta de alteração à Lei Laboral. Para surpresa, ou não – pois sabemos que Ventura sabe como ninguém criar expectativas, dar cambalhotas e capitalizar os holofotes -, considerando tudo o que ontem foi dito por Ventura e Hugo Soares, de uma certeza de aprovação, hoje a proposta foi reprovada – votaram a favor, o PSD, CDS e IL, votaram contra, o Chega, o PS, o Livre, o PCP, o BE, o PAN e o JPP. Quanto ao flic-flac do Chega, sendo sempre de esperar, quiçá não terá tido efeito a sondagem publicada pelo canal de televisão NOW que indica o PS em primeiro ...

A ARTE DOS ENGANOS

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  A chicane política O povo está distraído com o futebol. Os responsáveis do país já fazem as malas e estão ansiosos para irem assistir aos jogos da selecção. O Presidente da Assembleia da República, segunda figura do Estado, foi o primeiro a seguir para os EUA para assistir ao primeiro jogo. Só não foi esclarecido se o deputado a meio-tempo usou a deslocação no meio-tempo de deputado ou no meio-tempo de advogado de negócios… O certo é que todos vão; o Zé pagode, paga… Desta feita, para não acontecer o mesmo que aos três secretários de estado, que foram exonerados por irem a França, em 2016, a convite da GALP, a Federação Portuguesa de Futebol, entidade com estatuto de utilidade pública e que recebe subsídios do Estado, para contornar o limite do recebimento de ofertas superiores a 150,00€ que está vedado aos deputados, enviou convites personalizados e não transmissíveis aos líderes dos partidos e aos líderes parlamentares. Aguiar Branco, segundo o Jornal de Negócios, de 16 de Ju...

A TRÁGICOMÉDIA POLÍTICA

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O populismo e a trapaça de braço dado Olhamos para a comédia em que está urdida a política nesta choldra onde vivemos, e ficamos, os mais velhos, com a sensação que estamos a assistir ao filme “Os três da vida airada”, “cocó, reineta e facada”. Este texto procura ser uma sátira política, pois se persistisse alguma dúvida sobre o embuste do “não é não” anunciado em 2024, nos últimos dias deu à costa a verdade. Montenegro e Ventura parece andarem em concubinato, quiçá fruto das reuniões secretas que há dois anos teriam tido. As encenações de “comadres” desavindas faz parte do guião do filme, pois o “peregrino de Fátima” e o “misseiro” da igreja de São Nicolau têm a bênção do “anjo” Branco, o Presidente da Mesa da Assembleia da República, Advogado de negócios, que, incompreensivelmente, é deputado em regime de meio tempo, quando, ao que parece, eventualmente, a lei obriga o desempenho de tais funções em exclusividade – se o nosso país fosse politicamente normal, a figura maior da Asse...