RETROCESSO CIVILIZACIONAL
Nesta intervenção que consta
no vídeo acima, o que Núncio afirma é um grande embuste, uma mentira, pois, pelo
que entendo do que ele afirma, no Artigo 5.º da Lei 38/2018, este só fala em
pessoas intersexo, que é independente da identidade de género, não fala em
pessoas Trans, nem com disforia de género.
Vai daí, acolitado pelos seus
parceiros de coligação, o PSD, mais a tropa do Chega, liderado nesta matéria
pela ideóloga Maria Helena Costa, quiçá também frustrada e com alguma patologia
a necessitar de cuidados médicos, caracterizada publicamente pelo próprio filho,
que ela renega por se assumir como “gay”, como: «há quem escreva livros sobre “ideologia”
enquanto transforma a vida do próprio filho num inferno bem real.».
Em entrevista ao “Expresso”, Paulo
Núncio, o novo Torquemada português, líder parlamentar do CDS, assumiu o
«combate aos “delírios” progressistas, pois regozija-se por o seu partido,
juntamente com o PSD e o Chega, promover a reversão da lei da autodeterminação
da identidade e expressão de género. Este absurdo, este retrocesso
civilizacional, que o representante de um partido fundador da Democracia em
Portugal se orgulha de protagonizar, vai em sentido contrário de inúmeros
pareceres científicos e avanços europeus sobre esta matéria.
O Núncio e a Maria Helena
Costa devem julgar-se os enviados para zelar pelos bons costumes e incumbidos
de vigiar pela pureza das doutrinas; para perseguir os hereges que contrariam a
sua erudição. E assim, no dia 19 de Março de 2026, montaram o “seu tribunal” e
exararam sentença de condenação aos que promoviam heresias; aos que
contrariavam os ditames do “criador”; aos que ousavam não aceitar a doutrinação
bacoca, de que um homem não se pode sentir mulher, ou uma mulher não se poder
sentir um homem.
O facto é que os promotores
desta retrógrada lei são os que enchem a boca a condenar o Estado por se
intrometer na vida das pessoas, por não respeitar a liberdade individual e
poder de decisão de cada um. Mas na doutrina deles o Estado deve intrometer-se
nas decisões individuais de quem tem o direito de ter um vida em paz consigo
mesmo, de quem quer ser o que sente ser.
Paulo,
eventualmente roído pela fé e pelo remorso, tornou-se o arauto do Divino,
comprometendo-se na defesa dos costumes e da tradição.
Este
é o homem que, quando secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, no governo de
Passos Coelho, ficou conhecido como o defensor acérrimo de impedir o acesso aos
dados fiscais do PR de então, Cavaco Silva, do PM, Passos Coelho, e do vice-PM,
Paulo Portas, e do próprio…
Também
deixou bem impressa a sua marca d’água ao deixar passar debaixo do seu nariz o
“escândalo da fuga de cerca de 10 mil milhões de euros para offshores
sem a fiscalização adequada” dos Assuntos Fiscais.
Pois
bem, este Núncio não aprendeu nada quando, armado em forcado, desafiou, em
campanha eleitoral autárquica, um bezerrinho, que com a maior facilidade lhe
mandou uma cabeçada na pança que o dito cujo logo ficou por terra, sendo
ajudado a levantar-se, lá foi o Núncio com o “rabo entre as pernas” enxovalhado
pela inteligência do pequeno bezerro…
Trans
foi o que esta tropa fandanga transformou o CDS…
