ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 2026 – SEGUNDA VOLTA
No dia 8 de Fevereiro, os eleitores vão de novo às urnas
para eleger o Presidente da República.
Para a segunda volta, as sondagens indicam a vitória de
António José Seguro.
Contudo, é necessário que os defensores da Democracia não se
iludam com as sondagens e, convencidos da vitória de Seguro, optem pela
abstenção. Isso não pode ser feito, pois todos devem ir votar. Até porque os
eleitores apoiantes de André Ventura não faltarão.
Mais que uma eleição presidencial, estamos perante uma
eleição que nos deve convocar a pensar no
caminho que está a ser trilhado em Portugal e no mundo. Corremos sérios riscos
de ver a Democracia em perigo!
Voto em António José Seguro! Faço-o por plena convicção de
que ele é o que melhor preparado está para defender os desígnios democráticos e
a Constituição, a carta magna que defende os Direitos, Liberdades e Garantias
dos Portugueses.
Nesta eleição, estão duas personalidades com visões
diferentes do que é defender verdadeiramente os superiores interesses dos
portugueses.
Temos, Seguro, de um lado um moderado, do outro, Ventura,
apresenta-se um populista; um democrata e um autocrata; um sensato e um demagogo;
um institucionalista e um anarca; um Humanista e um supremacista; um defensor
da Constituição e um que quer rasgar a Constituição; um defensor dos Direitos,
Liberdades e Garantias e um que acha que a Constituição dá demasiados Direitos;
um que consegue mobilizar vários quadrantes políticos, outro que vocifera que
estão todos contra ele; um que conhece perfeitamente qual é o papel do
Presidente da Repúblico, outro que não faz ideia do que isso é; um que é apoiado
pelos democratas, outro que é apoiado pelos nazis do 1143 e pelo Reconquista,
ultranacionalista, supremacista fascista; um que defende consensos e outro que
é um narcisista; um que quer ser o Presidente de todos os Portugueses, outro
que diz que será presidente de facção; um que defende a verdade e outro que
dissemina informação falsa – foi feito um estudo que identificou publicações falsas nas redes sociais e que 85% dessas publicações eram de André Ventura .
António José Seguro, mostrou ao longo de todo o seus
percurso de vida uma coerência constante. Enquanto do outro lado está um candidato
que mais parece um cata-vento, pois muda de opinião conforme as suas
conveniências – já assim era quando se tornou conhecido a berrar num programa
televisivo sobre futebol.
Seguro, sempre defendeu a democracia, a liberdade e o
diálogo. Sei que no mundo actual em que vivemos, onde o espaço público é
ocupado por ruído mediático, de solilóquios rápidos, a postura serena de Seguro
é essencial, pois é nesse magistério que reside a acção do Presidente da
República.
António José Seguro sabe que o papel de Presidente da
República não é o de comentador nem de líder partidário, é o de árbitro livre
de amarras político-partidárias e de preconceitos, que tem a obrigação de
aplicar e impor os ditames plasmados na Constituição.
Seguro é um institucionalista! Sabe bem que o diálogo
permanente com as várias instituições é primordial para uma defesa capaz e
coerente de Portugal e dos portugueses.
A dimensão pessoal de Seguro não se compara com a de
Ventura. Seguro tem dado às desigualdades sociais e de território uma atenção
que Ventura não dá, não quer dar, e incentiva a essas desigualdades,
perseguindo os mais frágeis, como é o caso dos migrantes, dos ciganos e outras
minorias.
Nesta segunda volta só os cobardes, os tacticistas políticos,
agarrados como lapas à manutenção do poder, é que poderão ficar em cima do muro.
Montenegro, diz que o seu partido não está representado nesta segunda volta,
pois os dois candidatos representam os extremos. Esta tirada ignóbil demonstra,
afinal, de que lado está Montenegro: está ao lado do extremismo de Ventura,
pois Seguro nunca foi e não é um extremista, como o demonstra as leis inconstitucionais
aprovadas pelos dois sobre a imigração e a nacionalidade. Montenegro e Ventura
são a cara da mesma moeda. Só que o tacticismo e vistas curtas de Montenegro
vai sair-lhe caro e Ventura vai mandá-lo borda fora, logo que tenha a primeira
ocasião para isso, que começará com a percentagem de votantes que tiver nesta
segunda volta.
Só com Seguro a Presidente da República poderemos ter
esperança de um Portugal melhor!
