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“A verdade da mentira”

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  A desinformação política enfraquece a confiança pública, condiciona a percepção dos cidadãos e transforma o debate democrático numa área marcada pela suspeita, pela manipulação e pela disputa pelo controlo da verdade. Jugamos sempre que a mentira parece ser apenas o contrário da verdade, pensando que quando uma existe a outra tende a desaparecer. Também diz o adágio que “a mentira tem perna curta”. Contudo, se nos atermos a observar com atenção mais cuidada a conduta da vida humana, concluímos que a analogia entre ambas é muito mais complexa do que julgávamos. Por exemplo, Oscar Wilde escreveu, na sua peça “A Importância de Ser Sincero”, que “a verdade jamais é pura e raramente é simples”, pois a verdade humana é rara aparecer com limpidez e sem ambiguidade. A mentira, como fenómeno moral, social e psicológico, diz muito sobre quem a diz e sobre quem a escuta, atendendo que não estamos perante apenas uma frase falsa ou uma fuga momentânea à realidade. A mentira nasce do medo de...

A ARTE DOS ENGANOS

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  A chicane política O povo está distraído com o futebol. Os responsáveis do país já fazem as malas e estão ansiosos para irem assistir aos jogos da selecção. O Presidente da Assembleia da República, segunda figura do Estado, foi o primeiro a seguir para os EUA para assistir ao primeiro jogo. Só não foi esclarecido se o deputado a meio-tempo usou a deslocação no meio-tempo de deputado ou no meio-tempo de advogado de negócios… O certo é que todos vão; o Zé pagode, paga… Desta feita, para não acontecer o mesmo que aos três secretários de estado, que foram exonerados por irem a França, em 2016, a convite da GALP, a Federação Portuguesa de Futebol, entidade com estatuto de utilidade pública e que recebe subsídios do Estado, para contornar o limite do recebimento de ofertas superiores a 150,00€ que está vedado aos deputados, enviou convites personalizados e não transmissíveis aos líderes dos partidos e aos líderes parlamentares. Aguiar Branco, segundo o Jornal de Negócios, de 16 de Ju...

A TRÁGICOMÉDIA POLÍTICA

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O populismo e a trapaça de braço dado Olhamos para a comédia em que está urdida a política nesta choldra onde vivemos, e ficamos, os mais velhos, com a sensação que estamos a assistir ao filme “Os três da vida airada”, “cocó, reineta e facada”. Este texto procura ser uma sátira política, pois se persistisse alguma dúvida sobre o embuste do “não é não” anunciado em 2024, nos últimos dias deu à costa a verdade. Montenegro e Ventura parece andarem em concubinato, quiçá fruto das reuniões secretas que há dois anos teriam tido. As encenações de “comadres” desavindas faz parte do guião do filme, pois o “peregrino de Fátima” e o “misseiro” da igreja de São Nicolau têm a bênção do “anjo” Branco, o Presidente da Mesa da Assembleia da República, Advogado de negócios, que, incompreensivelmente, é deputado em regime de meio tempo, quando, ao que parece, eventualmente, a lei obriga o desempenho de tais funções em exclusividade – se o nosso país fosse politicamente normal, a figura maior da Asse...

VERGONHA ALHEIA

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Mais incomodado do que quem devia Em tempos já longínquos, a minha avó, uma mulher analfabeta, mas com uma inteligência acima da média, sagaz e cáustica, sempre me alertou que a vergonha é um sentimento que “mata” aqueles que têm carácter, mas que a “vergonha alheia” era algo que nos corroía as entranhas mas que devíamos lutar para a desmascarar. Ora, “vergonha alheia” é aquilo que nós conseguimos descrever quando nos sentimos embaraçados e constrangidos quando vemos outros a ter comportamentos ridículos e incómodos para a sociedade – o pior é que esses nunca parecem incomodados com o seu comportamento. Lembrei-me desta lição da minha avó quando há dias senti mesmo “vergonha alheia” com os comportamentos expostos internacionalmente ao risível pelo líder do governo português e líder da coligação com o maior número de deputados eleitos na Assembleia da República; e o populismo do líder do partido com o segundo maior número de deputados eleitos na Assembleia da República. Luís Montenegro,...

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 2026 – FINAL

GANHOU A DECÊNCIA   1 - O resultado da segunda volta das Eleições Presidenciais , do passado dia 8, não trouxeram novidade no que se reporta à vitória de António José Seguro . Os eleitores mostraram maturidade e querem continuar com a Democracia como desígnio. Seguro foi eleito Presidente por 2/3 dos eleitores que foram às urnas, tendo mesmo conquistado o maior número de votos que elegeram um Presidente – 3 502 613 (66,84%) votos. Os resultados demonstram claramente a rejeição às intenções de Ventura , não obstante este ter gritado vitória – até porque conseguiu na segunda volta 1 737 950 (33,16%) votos, mais cerca de 400 mil votos que os conquistados na primeira volta. Também não podemos desconsiderar que a abstenção foi de 49,97% - o que podemos inferir que um substancial número de eleitores seguiram Montenegro e Cotrim – não votamos em nenhum dos que foram à segunda volta. Também se destaca o número de votos em branco, 177 072, e votos nulo, 98 34...