O BURLESCO QUE NOS GOVERNA
Com toda a ênfase ao seu alcance, o governo vai-nos brindando com trejeitos obtusos inseridos numa realidade paralela só ao alcance dos espirituosos. Será que vivemos todos no mesmo país?
Os novos dados sobre a população
que o INE publicou, deu azo a um tratado demonstrativo da estupidificação que
nos querem aplicar, com o Leitão da presidência a proclamar vitupérios contra
os antecessores na governança da choldra, apresentando umas contas
completamente falsificadas que um aluno da 4.ª classe fazia com uma perna às
costas… isto sobre a entrada de 300 mil imigrantes por ano no burgo… escondendo
o “charlatão” que o movimento migratório é feito conforme a economia precisa,
mas jamais tal fluxo de entrada continuaria… mas, próprio dos “arlequins”, quis
justificar a defesa da caricatura reformista do impedimento da entrada de
imigrantes no país que promoveu, em conluio com a seita… o que ele merecia era
com um encharcado na moleirinha…
Agora vivemos a rábula da
digitalização dos exames nacionais do ensino secundário. Esta é uma das
reformas proclamadas pelo Montenegro, mas iniciada pelo Costa com o PRR, com ar
assolapado de sentido de Estado, mas não disfarçando os trejeitos jocosos e de
incompetência que o caracterizam. Só que a coisa não correu bem! Descoberto o
falhanço, logo saltou a terreiro, não sendo possível culpar os imigrantes, o
ministro responsável por tamanho desnorte a proclamar que a culpa era de um
agrafador que agrafou o QRCode… era dos professores e das escolas… e acusar os
pais de imprudentes por terem marcado férias para esta altura dos exames –
confiando os pais e os alunos no calendário que ele próprio anunciou…
Depois foi um corrupio de gente a
fazer directos televisivos do local onde supostamente era o sítio secreto do
depósito dos exames em papel; gente a fazer noitadas para encontrar as páginas
em falta na atabalhoada digitalização; o ministro a não divulgar que empresas
foram contratadas para fazer este trabalho ciclópico - que deveria ser rigoroso
e infalível, mas que não é mais do que uma trapalhada, até porque o “ministro
maravilha” da imprensa decidiu implodir o Ministério da Educação, criar novos
institutos, mandar para os lugares de origem cerca de 50% dos profissionais
carregados de experiência e que tratavam de toda esta logística, criar uma
coisa chamada EduQA, com gente nomeada por ele e os pares do conselho aprovaram
o representante das escolas privadas para presidir ao novo mastodonte, para
externalizar este serviço e deu no que deu... O Nando maravilha, feito saltitão,
e com ar pimpão, lá afirmava que tudo corria com normalidade, adiando prazos…
mas continuando mudo e quedo sobre os contratos das empresas… não fosse um
ministro com boa imprensa e com o aplauso da coorte comentadeira que prolifera
na mixórdia televisiva e jornalística e o Nando já tinha ido ao fundo neste
jogo…
O ano transacto, com algumas
centenas de exames de Filosofia, o sistema da digitalização borregou, deu
problemas. Mas a teimosia, a leviandade, a soberba, desta gente liderada pelo
“rural de Espinho”, que vive convencida de toda a sua intocabilidade, vive uma
realidade paralela, uma bolha perigosa que julga o pouco pelo todo, decidiu
avançar com o sistema, que falhou com centenas, agora com centenas de milhares
de provas. Será que foi feito o controlo de qualidade às plataformas, às
máquinas para digitalizar os exames? Parece-me que não…
Depois disto, ninguém com
responsabilidades políticas assumiu a responsabilidade. Apenas endereçaram as
mesmas para os professores, para as escolas (que enviaram tarde os exames).
Agora, no dia que garantiram que as classificações iam ser publicadas, a conversa
é a de que se não acontecer a culpa é do júri dos exames e das escolas… É este
o espírito desta gente em coisas burlescas que “fez mercancia na feira
política”.
Este é o exemplo, para já nem
falar no espírito reformista do CEO da Spinumviva na área da Saúde, que reflecte
bem a forma funesta como este governo trabalha.
Para ajudar, surge o Bugalho de papel na mão, a esbracejar, naquele ar de imberbe alçado
ao estrelato de porta-voz do PSD, com a bandeira partidária, trazendo a boa-nova de que o Ministério da Educação iria pagar as horas
extraordinárias aos professores, que, digo eu, à sua custa, estão a tentar
salvar esta sarrabulhada que o Nando, o Luís e o ministro percussionista
causaram, como se o pagamento de trabalho
extraordinário não fosse uma obrigação por Lei. Com esta tirada do
Sebastião, fiquei com a dúvida de quem é que decide e anuncia: se é o governo
ou se é o partido… Depois aparece o Luís, que nas últimas semanas andou a
angariar milhas das companhias aéreas, que resolveu, depois de já não ter
motivos futeboleiros para continuar a “piscinar” o Atlântico, ter o topete de
falar sobre o problema dos exames à entrada do NOS Alive, tendo como pano de
fundo o stand da Solverde, a tal cliente da Spinumviva, numas justificações
bacocas e uns trejeitos de quem está a inventar…
E assim estamos, como país, nas
mãos de gente sem escrúpulos e sem honra para reconhecer o erro. É isto o
burlesco onde nos encontramos.
