ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 2026 – FINAL

GANHOU A DECÊNCIA 

1 - O resultado da segunda volta das Eleições Presidenciais, do passado dia 8, não trouxeram novidade no que se reporta à vitória de António José Seguro.

Os eleitores mostraram maturidade e querem continuar com a Democracia como desígnio. Seguro foi eleito Presidente por 2/3 dos eleitores que foram às urnas, tendo mesmo conquistado o maior número de votos que elegeram um Presidente – 3 502 613 (66,84%) votos. Os resultados demonstram claramente a rejeição às intenções de Ventura, não obstante este ter gritado vitória – até porque conseguiu na segunda volta 1 737 950 (33,16%) votos, mais cerca de 400 mil votos que os conquistados na primeira volta. Também não podemos desconsiderar que a abstenção foi de 49,97% - o que podemos inferir que um substancial número de eleitores seguiram Montenegro e Cotrim – não votamos em nenhum dos que foram à segunda volta. Também se destaca o número de votos em branco, 177 072, e votos nulo, 98 342, sinal de que há gente que faz questão de cumprir o seu dever cívico.

A decência ganhou! Seguro e Ventura estão nos antípodas do que cada um defende para o País e para o povo. Seguro é o fiel seguidor da concertação, do institucionalismo, do respeito democrático, respeitador da Constituição, humanista e progressista, defensor dos mais desprotegidos, quando fala mostra serenidade e competência, sabe quais os poderes do Presidente da República.

Já Ventura é o oposto. Em vez de falar, berra, fala de corrupção, de bandidagem, de insegurança, dos imigrantes, dos ciganos, daqueles que têm de ser apoiados pelo Estado. Acusa sem apresentar uma solução. Queria transformar a presidência numa autocracia. Outorgava-se que mandava prender este e aquele – quando sabe que os poderes do Presidente da República não lhe dão esse direito. Ao defender tudo isto, nos seus tamancos de líder de seita, dizia que ia ou vinha da missa… quando as Bem-Aventuranças defendem que um Católico deve ser e fazer tudo ao contrário do que tal figura defende.

2 – Com a vitória da decência, ficamos à espera do que Seguro vai fazer no desempenho do seu múnus. Mormente no que respeita à sua relação e exigência para com Montenegro e o seu governo.

Sei que Seguro vai cumprir o seu papel! Já da parte de Montenegro duvido que vá levar em conta os avisos, pedidos e reparos de Seguro. Basta atentarmos no comportamento de Montenegro na noite eleitoral da segunda volta.

Montenegro aproveitou os microfones da comunicação social para fazer um comício – mais de 10 minutos a palrar as suas insignificâncias costumeiras! Desta vez até houve direito a perguntas. Montenegro, no dia da consagração da vitória de Seguro, reforçou a sua imagem de arrogância, de narcisista, mostrando o ar de típico videirinho, com olhar esbugalhado, demonstrando mau perder (pois foi clamorosa a “sua” derrota, tal o empenho no apoio a Marques Mendes),  teve o topete de não dar os parabéns ao novo Presidente eleito; mandou o recado que o programa de governo é dele e é para cumprir; que o mandato é para ir até ao fim e que só daqui a 3,5 anos é que há eleições. Género daqui não saio, daqui ninguém me tira.

Com este sinal, ou Seguro é firme na defesa da Constituição, dos Direitos, Liberdades e Garantias; defende os cidadãos, principalmente os mais desprotegidos, os trabalhadores, as crianças, as pessoas com deficiência, os vulneráveis, com uma forte magistratura de influência. Ou corre o risco de ser o primeiro Presidente da República a não ser reeleito para um segundo mandato. Seguro tem uma “empreitada” enorme, que vai ser minada todos os dias, por Montenegro e por Ventura, pois os dois serão aliados no retrocesso civilizacional que querem impor no nosso país.


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