DO ALTO DO MONTE - CRÓNICA DOS NOSSOS DIAS
Do alto do monte tenho o privilégio de observar a paisagem, a cidade, o mar e os campos. É um regalo para os olhos contemplar o azul do mar e o verde dos campos; o mar revolto e os campos com a sua terra revirada, pronta a receber a próxima sementeira. Lá ao fundo, minusculamente, falta-me um binóculo para aconchegar à retina a visão aproximada, há um movimento parecido com pessoas. Mas são poucas! Vemos uma cidade sem gente. Os campos sem camponeses. A praia deserta, pois o dia e a época não convida a banhos de Sol. Deste lugar privilegiado, posso concluir que, lá ao fundo, a cidade não mexe, não regurgita de gente. Parece que a gente fugiu! Triste planície que se encontra tão vazia de pessoas, o único ser que dá alma às ruas, às lojas, ao comércio em si. Tudo isto, observado cá do alto do monte, torna-se triste, vazio, sem vontade de descer à cidade, à urbe, ao mundo. Sem gente, não há vida! Sem pessoas, não há movimento. Sem políticas sérias, não há desenvolvimento, não há cult...