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A mostrar mensagens de outubro, 2013

O BISPO DA GUARDA E QUEM DEVE PAGAR A CRISE

Há dias, o Bispo da Guarda referiu que a «Crise deve ser paga pelos ricos e pelos Bancos». Não posso estar mais de acordo com sua Iminência! Também como se vê, pelas medidas anunciadas para o Orçamento do Estado de 2014, o governo ouviu as preces do Reverendíssimo Bispo, pois vai mesmo pôr os ricos, que ganham 600,00 € por mês, a pagar a crise... Ainda voltando à afirmação do Bispo da Guarda, não obstante todo o respeito que me merece e a bondade colocada na afirmação, entendo que o Bispo apenas está a olhar para o governo através da espiritualidade, pois materialmente o actual governo de Portugal mais não é que um cobrador do fraque, que carrega sobre os trabalhadores, os desempregados, os doentes, os reformados e os pensionistas. Mas deixando de fora a força do espírito e assentando os pés na terra, jamais no nosso País os ricos (aqueles que sua Iminência o Bispo da Guarda, e eu também, considera como ricos, e não os dos 600,00€ que o governo considera) pagarão o que que...

PORTUGAL E OS PEDIDOS DE AJUDA EXTERNA

Há dias encontrava-me no café a tomar a minha bica (apesar do conselho médico de cortar com esta divinal bebida – para mim, como é óbvio), maldita cafeína, quando na mesa ao lado estavam dois parceiros a conversar. O teor da conversa, como na maioria dos lugares onde se juntam pessoas (cafés, lojas, salas de espera de centros de saúde, hospitais, consultórios médicos, etc.), era, inevitavelmente, a crise. Da dita cuja conversa, um dos parceiros afirmava-se apoiante das medidas de austeridade tomadas pelo governo, alegando que o País estava endividado e que era preciso corrigir essa dívida. O parceiro de conversa tentou esboçar uma argumentação diferente, mas logo o outro disparou: então queres que os Socialista venham de novo para o governo? Eles que são os responsáveis por tudo isto? Sempre que passaram pelo governo só endividaram o País? O parceiro tentou novamente debuxar uma frase, começando por dizer que também tinham melhorado muito o País e a vida das pessoas. Mas o out...

IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA

No dia da implantação da República, neste dia 5 de Outubro de 2013, que deixou de ser feriado pelas mãos do actual governo, assistimos a cerimónias fechadas na Câmara Municipal de Lisboa, o mesmo é dizer que o povo já não festeja na rua a implantação da República no nosso País. Uma vergonha! Triste foi ver os figurantes perfilados a aguardar a chegada de Coelho e Cavaco. Notava-se em alguns a ânsia para que estas figuras que entristecem Portugal lhes estendesse a mão para os cumprimentar. Esta é a imagem de um povo, submisso ao poder, mesmo que este poder seja composto por gente sem ética e sem vergonha. Esta gente vai discursar e assistir a estas cerimónias da implantação da República sem um pingo de vergonha. A República é o alicerce da ética, da separação dos poderes do Estado e da responsabilidade! O que se vê nesta gente que nos governa? Ética nem vê-la, pois é vê-los à porfia, à espécie de um jogo, para ver qual deles diz mais disparates; mais atropela a ética e o respeito pel...