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A mostrar mensagens de setembro, 2014

A DERIVA POPULISTA QUE NOS ATINGE

Em primeiro lugar quero deixar claro que não sou nem nunca fui deputado nem nunca tive ou tenho qualquer cargo político remunerado. Nunca recebi o que quer que seja da política. Sou um simples militante e dirigente concelhio. Em segundo lugar quero dizer que tenho uma relação de afectividade com António José Seguro e que nunca falei com António Costa. Feito este registo de interesses, importa, então, seguir um trilho de pensamento estribado naquilo que vamos assistindo no PS ao longo destes penosos quatro meses e olhar sobre o que deveria ser esta discussão. Tinha e tenho estima pessoal por António José Seguro. Mas esta relação de alguma afectividade não poderá/deverá toldar a minha opinião/visão política sobre o que se está a passar no PS. Por isso, o que pretendo mesmo é analisar o campo da política. Se até aqui ia assistindo e tirando as minhas ilações nesta dolorosa e angustiante campanha interna do PS sem muita preocupação, hoje, perante as últimas propostas de António ...

O PS CONTINUA NA AUTOFAGIA

Terminadas as eleições internas para eleger os Presidentes das Federações, assim como os delegados ao congresso, muitos membros com grandes responsabilidades no Partido Socialista continuam a debitar um discurso falacioso e recheado de demagogia. É repugnante que agora a narrativa se debruce sobre qual dos dois candidatos às primárias de 28 de Setembro teve mais votos e mais apoios. É confrangedor que apoiantes de ambos os candidatos, com grandes responsabilidades no PS – o que lhes exigia mais rigor e mais respeito pela inteligência dos militantes e simpatizantes Socialistas -, continuam a expelir uma verborreia que apenas demonstra à saciedade que estamos perante gente que não merece o mínimo de respeito pessoal e institucional, tendo em conta o lugar que ocupam na organização, tal a desonestidade intelectual do seu discurso. Já muita confusão foi lançada para o ar e muita porcaria foi expelida de bocas de gente que não tem o mínimo respeito pelo Partido Socialista, nem se coí...

ESTRANHO CONCEITO DE ACÇÃO SOCIAL

Malaquias, um empresário de sucesso, e a sua esposa, Quinhas, arquitecta que trabalha directamente com um dos mais famosos gabinetes de arquitectura do mundo, estavam em férias nas paradisíacas e quentes praias das Caraíbas, acompanhados pelo seu filho Barnabé, de 8 anos, mais a babá que acompanhou o casal para cuidar do pequeno Barnabé, quando o conhecido empresário tem conhecimento, via internet, ao ler as notícias através do seu Tablet de última geração, de que a Câmara da sua terra aprovou por unanimidade a atribuição de livros grátis a todos os alunos do 1.º Ciclo do seu concelho. O marido comentou de imediato esta notícia com a esposa. Quinhas, logo elucidou que já tinha encomendado na papelaria os livros escolares para o Barnabé, aluno que ia frequentar o 3.º ano. O Casal Malaquias é muito conhecido na urbe e não se coíbe de mostrar os seus carros de alta cilindrada, topo de gama de uma marca alemã, que cada um dos membros conduz. Também é conhecido que o casal reside num...

UM PARADOXO CHAMADO PORTUGAL

Portugal poderá ser considerado um caso de estudo tal a proliferação de paradoxos em que o nosso País foi envolvido devido às vesgas visões, à incompetência legislativa e ao despudor com que se usa a demagogia e o populismo na decisão política. A responsabilidade maior na transformação de Portugal num paradoxo incompreensível tem o seu maior naco na maioria do governo, mas não deixando de parte o Presidente da República. Seria oportuno estudar o que é feito por trás da cortina, pois não se compreende que o discurso político do governo e do Presidente da República não tenha reflexo prático, antes pelo contrário, tudo é feito ao arrepio do discurso político. O governo e o Presidente da República anunciam aos setes ventos a necessidade dos portugueses regressarem à agricultura! Apregoam os benefícios para o país de um regresso ao lavrar as terras, a promover as sementeiras e, acima de tudo, a produzir bens hortícolas que possam diminuir as importações. Este seria um discurso sé...