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A mostrar mensagens de dezembro, 2014

FIGURAS E FACTOS DE 2014

É comum fazer-se um balanço do ano que termina. Agora que estamos no final de 2014, importa fazer um exercício sobre as figuras e os factos que marcaram o ano que hoje finda. Sendo este um exercício subjectivo, mas eivado, em alguns dos acontecimentos, de objectividade em muitos acontecimentos e figuras marcantes deste ano, limito-me a olhar com subjectividade para 2014. Em termos positivos, o ano que hoje termina, coloco o Papa Francisco como a figura mais marcante de 2014. Não só pelo facto de ter dado um abanão e sacudido o cotão das bafientas instituições da Igreja Católica, que se fecharam em si mesmas, criando um antro de secretismo à volta de casos que envergonham a Igreja, mas pelo facto de não ter mordaças para acusar os regimes políticos que enaltecem o poder financeiro e económico – o poder que mata – em detrimento das pessoas. Por tudo o que disse e fez, o Papa Francisco é, sem dúvida, a figura mais marcante de 2014, até porque é citado por todos, dos Católicos aos a...

O VALOR DAS PESSOAS

“ Um dos paradoxos dolorosos do nosso tempo reside no facto de serem os estúpidos os que têm a certeza, enquanto os que possuem imaginação e inteligência se debatem em dúvidas e indecisões”. Bertrand Russell Permita-me, Caro leitor, iniciar a minha crónica desta semana com uma citação de Bertrand Russell. Este pensamento foi o mote para me permitir abordar alguma verborreia expelida, recentemente, por Pedro Passos Coelho. E o que ele disse parece ser o retrato fiel de como Passos Coelho despreza as pessoas, despreza os portugueses. Principalmente aqueles que mais dificuldades passam na vida. Que o cidadão comum diga que “quem se lixa é o mexilhão”, é um jargão aceitável. Agora, o que é intolerável é que o Primeiro-ministro afirme que «Ao contrário do que era o jargão popular de que quem se lixa é o mexilhão, de que são sempre os mesmos (...), desta vez todos contribuíram e contribuiu mais quem tinha mais, disso não há dúvida», segundo noticiou o DN, de 7 de Deze...

NATAL, SOLIDARIEDADE, HIPOCRISIA

Estamos a comemorar mais um Natal! Outrora, esta festividade era vivida com muita expectativa pelas crianças, principalmente pela espera do Menino Jesus.   Hoje, o apelo já não é às prendas do Menino Jesus. É o pedido ao pai Natal, aquele que vem do Norte da Europa num trenó puxado pelas renas. O conceito do Menino Jesus não é comparável com aquele que hoje é concedido ao pai Natal. O primeiro era mais genuíno, enquanto o pai Natal, figura criada pela multinacional Coca Cola, não obstante apresentar um ar de ancião com as suas barbas brancas e o fato vermelho – hoje já há de todas as cores, para satisfação de todos –, é uma mera construção do marketing e do apelo ao consumo. Portanto, temos um Natal antes do aparecimento do pai Natal e outro depois do surgimento dessa figura, que é apresentada às crianças como o exemplo da bondade. Alteraram-se conceitos. Mudou o Natal! Da festa do nascimento do Menino Deus Salvador, daquele que vinha de noite, em segredo, pela chaminé c...

POLÍTICA E NEGÓCIOS – MISTURA EXPLOSIVA?*

As últimas semanas têm trazido à tona casos que, eventualmente, mostra que a fusão da política com os negócios se pode tornar numa mistura explosiva, que a qualquer altura poderá fazer implodir os alicerces das instituições democráticas. Não sou daqueles que clama que está em perigo a Democracia, só pelo facto de surgirem casos mediáticos de mistura de política e negócios! Penso, até, que estes casos – mas têm de estar devidamente fundamentados; documentados com provas claras e irrefutáveis, que não deixem uma pequena réstia de dúvida – poderão servir de exemplo para tornar o cidadão comum mais atento a tudo o que o rodeia no que concerne à promiscuidade entre políticos e empresários, e, mesmo, até, do envolvimento de outros elementos que, eventualmente, pululam no interior dos centros de decisão, apenas para obterem informação privilegiada e depois fazerem uso dela em proveito próprio, ou de alguém que lhe paga? Que sirva para que todos aqueles que se envolvem na política, ou c...