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A mostrar mensagens de março, 2015

COFRES CHEIOS – RATING “LIXO”*

É difícil entender os cofres cheios e o Rating da República em “lixo”. Há dias, a Ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, numa acção partidária, anunciou que Portugal tinha os «cofres cheios». Adiantou a ministra de que essa almofada serviria para que Portugal pudesse resistir por alguns meses sem ir aos mercados caso surgisse uma crise financeira internacional. Passos Coelho e todos os acólitos opinadores ratificaram a versão ministerial e aplaudiram, em ululantes intervenções, a lógica dos cofres cheios. Só que não quiseram referir que esse enchimento dos cofres foi feito à custa de mais dívida; à custa de pedir mais dinheiro emprestado, originando mais despesa com o pagamento de juros. Estas declarações da ministra causaram polémica, tendo em conta o passado do País, mormente nos 48 anos da ditadura de Salazar, onde este se orgulhava de ter os cofres cheios de ouro. Só que, em contrapartida, os portugueses passavam fome, tinham de emigrar para melhorar a sua condiç...

O IMI

O IMI é um imposto sobre o património e tem como fim a contribuição para o beneficio, só que essa não é a realidade. Nas últimas semanas têm sido dadas à estampa notícias sobre o exponencial aumento do valor do IMI a pagar pelos proprietários devido ao fim da cláusula de salvaguarda. Não podemos deixar de levar em linha de conta que o IMI é um imposto patrimonial e por isso, digamos assim, lhe é retirado algum protagonismo quando comparado com o IRS, o IRC e o IVA. No entanto, não será despiciendo que os contribuintes tenham em atenção o valor do IMI a pagar, pois o mesmo tornou-se um imposto gravoso para o rendimento das famílias, se atentarmos na exorbitância dos valores que são cobrados. Além deste ser um imposto sobre o património, não deixa de ser verdade que o pagamento exigido pela autoridade tributária tem de sair do rendimento das famílias, pois o imóvel não dá rendimento, é apenas a casa de habitação. E só o facto de se cobrar o imposto sobre o património, cuja...

VEM EMIGRANTE

O saudoso Graciano Saga criou uma canção que pedia ao emigrante para vir devagar. É uma letra cheia de dor e tristeza. Hoje o governo de Portugal também clama o "vem emigrante". Parece que estamos no perdoa-me! Quando se perde a vergonha e a noção do ridículo, não podemos esperar o que quer que seja. Um governo que em 2011 vergastou os desempregados e os jovens; um governo que os envergonhou; um governo que humilhou os desempregados; um governo que os acusou de estarem comodamente na sua zona de conforto a receber subsídios; um governo que os mandou sair da zona de conforto e emigrar; um governo que lhes chamou piegas por querem emprego em Portugal; vem agora clamar o seu regresso. O governo português perdeu a noção da realidade e do burlesco, mas não é só de agora, isto já vem desde que chegaram ao poder. Portanto, não nos devemos admirar, pois o grotesco é a imagem de marca deste governo. Tanto que perdeu a noção da realidade que agora aprovou uma Norma que versa...

“NÃO SABIA, NÃO ME LEMBRO, IGNORAVA”

As palavras que ilustram este título devem ser consideradas as palavras mais importantes de 2015. Quatro ilustres maganos de um país que existe apenas na cabeça deles encontram-se algures. O Primeiro - Olá sua majestade, como está o meu bom amigo, patriarca do meu laranjal, meu seguro de vida? Então as dez mil balas da reforminha já chegam para as despesas? O Rei - Não sei, tenho de perguntar à Maria, a minha fada do lar. O Gestor – Ehhh, ehhh. Não sou só eu que não sabia. Ah, Ah, Ah. O Primeiro – Eu ignorava! É verdade. Sempre pensei que pagar à Segurança Social era opcional. Nunca tive consciência dessa obrigação. E tu, grande Gestor, não sabias dos 900 milhões de balas? O Gestor – Não me lembro… O Encarcerado – Então, ó Primeiro, ignoravas, era? Mas tu eras deputado quando votaste a lei de bases da Segurança Social que tornava obrigatório os descontos para a Segurança Social dos trabalhadores a recibos verdes? O Primeiro – Ai era? Não me lembro. Eu era dep...