Mensagens

A mostrar mensagens de julho, 2015

A VERBORREIA DO BENJAMIM*

É escola no nosso burgo em clima de festa  expelir verbosidade saloia. O presidente da autarquia, Benjamim Pereira, aprendeu bem nos livros da demagogia verbal e populismo saloio, quando em clima de festa e frente a uma plateia subserviente, a lançar uns dislates discursivos que levam no engodo muito boa gente. Com púlpito e microfone à frente, Benjamim, qual artista na arte da declamação, lá vai recitando as frases que decorou e fazem parte da sua cartilha. É certo que o “disco” já está gasto de tanto falar em investimento em Esposende. Anda a repetir a lengalenga há quase dois anos. A primeira verbalização disparatada é a de que «Esposende está com uma dinâmica de investimento ímpar» e «em Esposende, o dinheiro é investido com critério» . Perante tal dislate, importa, objectivamente, desconstruir este palavrório ardiloso, pois a enaltecida dinâmica de «investimento impar» não se vislumbra, pelo que importa, acima de tudo, analisar o conceito de “investimento públic...

A ROUBALHEIRA LEGALIZADA

Em 2008, o mundo entrou numa crise financeira comparável apenas à ocorrida em 1929. E por detrás de toda esta crise, que tem levado à ruina social milhões de europeus, estão os bancos. Esse mundo obscuro da finança capturou o mundo político em toda a sua verdadeira acepção e acorrentou políticos, legisladores e tecnocratas das instituições europeias e internacionais, que se habituaram a ir à manjedoura da finança encher o bornal, para defenderem os interesses do mundo da banca. Os políticos, por interesses meramente individuais e, em alguns casos, corporativos, deixaram-se enredar na teia montada pela alta finança. E, assim, o mundo financeiro passou a deter as rédeas do mundo. Sendo assim, não restam dúvidas de que a banca – comercial e especulativa – trataram de atar aos seus interesses os políticos, sejam do poder executivo, seja do legislativo, coarctando-lhes a liberdade e obrigando-os a vergarem-se perante os mandos do capital especulativo. Foi semeado um pasto onde todos os...

ADEUS, “BERNARDO”!*

Imagem
Não sou muito dado a notas necrológicas nem a textos panegíricos. Por feitio não teço elogios públicos a ninguém, a não ser alguém muito especial e que mereça a minha consideração pessoal. Portanto, fazendo este registo de interesses, este texto é escrito com o coração, pois é dedicado a um grande Amigo e a um Homem Bom. A letra, de Jorge Fernando, no fado “A Chuva”, diz-nos: «As coisas vulgares que há na vida não deixam saudades / Só as lembranças que doem o fazem sorrir / Há gente que fica na história, da história da gente / E outras de quem nem o nome lembramos ouvir / São emoções que dão vida, à saudade que trago / Aquelas que tive contigo que acabei por perder / Há dias que marcam a alma e a vida da gente / E aquele em que tu me deixaste não posso esquecer…». De entre a gente que fica na História, o Bernardino Capitão Abreu, o “Bernardo”, como nós, os amigos, o tratávamos, é um dos que marca a alma e marca a vida daqueles que com ele conviveram, como foi o meu caso. A ...

OS CONSELHEIROS, OS FIDALGOS E OS CONDES

A sociedade portuguesa é igual ao que era há 150 anos; assim como o comportamento dos políticos ! Tenho como vício estudar e analisar o comportamento da sociedade portuguesa, na componente social e política. Para poder alicerçar a minha opinião sobre a estagnação, evolução ou regressão do comportamento dos portugueses recorro à (re)leitura das obras de dois escritores clássicos portugueses que nos legaram uma extensa obra a retratar a sociedade portuguesa na última metade do século XIX, refiro-me a Eça de Queiroz e a Camilo Castelo Branco. Eça de Queiroz deixou-nos um rico espólio escrito num retrato crítico à sociedade portuguesa do final do século XIX. Hoje, ao comparar o nosso comportamento como sociedade e na intervenção individual, posso dizer, sem correr o risco de ser exagerado, que estamos exactamente iguais ao que éramos nos finais do século XIX: Uma sociedade de hipócritas, falsos, revanchistas, egoístas, subservientes, corruptos, intriguistas, invejosos, falsos...

“ANDA UM ESPECTRO SOBRE A EUROPA”

Marx e Engels iniciavam o seu “Manifesto do Partido Comunista” com a frase que dá título a esta crónica. O espectro de que os autores falavam era o Comunismo – adiantando que “todos os poderes da velha Europa se aliaram para uma santa caçada a este espectro”. Também hoje, 143 anos depois desta frase, os poderes da Europa e do capitalismo financeiro se aliam para espalhar o espectro da actualidade: o Medo! Na Europa da União Monetária à deriva, com líderes que não querem, pelo seu facciosismo e narcisismo, reconhecer que as políticas aplicadas à zona euro de há cinco anos para cá falharam redondamente, estão apostados em implementar o espectro do medo sobre a população europeia em geral e na grega em particular. Desafiados pelo governo grego, que organizou um referendo para que os gregos, de forma democrática e livre, dissessem que futuro queriam para si próprios e para a Grécia. O pedido era apenas e só que os gregos dissessem SIM ou NÃO às medidas de austeridade que as instituiçõe...