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A mostrar mensagens de fevereiro, 2015

MAIS ALEMÃ QUE OS ALEMÃES

O Ministro das Finanças Grego, Varoufakis, com a sua forma politicamente correcta – infelizmente, digo eu, trazida para a política pela esquerda americana -, não ousou apontar os nomes da Ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, e do seu congénere espanhol, durante a conferência de imprensa, como os mais empertigados em impedir o acordo da Grécia com o Eurogrupo. Só que, à saída da mesa, Varoufakis, interpelado pelo jornalista da RTP, António Esteves Martins, deixou sair um desabafo, acusando Portugal e a Espanha de serem “mais alemães que os alemães”. Tenho pena que Varoufakis não tivesse mandado às malvas o politicamente correcto e ter, em frente a todos aqueles microfones, denunciado os nomes daqueles que, na reunião dos ministros das finanças do eurogrupo, ou seja a ministra das finanças de Portugal e o ministro das finanças de Espanha, tudo fizeram para contrariar o acordo, que já tinha sido formulado em Paris entre Merkel e Hollande. A portuguesa e o espanhol não tiver...

FOI HÁ DEZ ANOS!

Sim! Foi há dez anos. Quem não se lembra? O PS, com Sócrates como Secretário-geral, venceu as eleições Legislativas com maioria absoluta. Portugal estava anémico. Tinha vivido o pesadelo da coligação Barroso/Portas e depois Santana/Portas. Nos entretantos Barroso tinha fugido para Bruxelas. Foi para lá desgraçar a Europa. Santana acusava os irmãos de o espancarem na incubadora! Cavaco reapareceu na política – a preparar as presidenciais – com o texto da moeda má e da moeda boa. Explicitamente um artigo a desancar em Santana. Sócrates tinha sido eleito há pouco tempo Secretário-Geral do PS. O poder, pode-se dizer quase lhe caiu no colo. O Presidente Sampaio, com a grande lucidez política que sempre pautou a sua carreira, fez aquilo que o povo queria: acabar com a agonia de uma coligação em pedaços e um país amorfo e desacreditado. Há dez anos Sócrates conquista a primeira maioria absoluta para o PS. E tudo começou e tudo mudou! Logo no discurso da tomada de posse, Sócrates di...

“O ENTRUDO DOS POLÍTICOS”

Passou o Carnaval, e a quarta-feira de cinzas serviu para se desmontar os carros alegóricos que circularam nos cortejos carnavalescos e para arrumar as fantasias usadas, quem sabe se para usar no próximo Carnaval. Os Cristãos entram na Quaresma, período sem festas e dado ao jejum e abstinência. O povo, em geral, arrumou tudo o que o ligava ao entrudo, pois cumpre a tradição quaresmal, que na Igreja Católica representa os 40 dias de recolhimento de Jesus Cristo no deserto, sem comer e sem beber, e se prepara para cumprir, cada qual a seu modo, o ritual da penitência, a dedicação à oração e a exercitação das obras de piedade e caridade. Já os políticos, mandando às malvas a penitência, a oração e as obras de caridade, iniciam o seu entrudo político, pois tiram dos armários os seus acessórios carnavalescos e iniciam a marcha da fantasia política. A fantasia política vai durar até Setembro/Outubro. Os políticos já escolheram as suas fantasias e não terão pejo, nem vergonha, em as ...

“OS LAMBE CUS”

Há mais praticantes de lambe cus do que atletas de todas as modalidades desportivas em Portugal A arte do lambe cus é uma modalidade que era muito apreciada antes do 25 de Abril. Depois da Revolução da Abril caiu um pouco em desuso, mas sempre existiram praticantes desta arte. Hoje, a nossa sociedade aceita de bom grado a arte do «culambismo» (sibilinamente descrita por Miguel Esteves Cardoso), pois esta é vista como a melhor forma de «subir na vida». Ter alguns conhecimentos de «culambismo» é tão importante para vencer na vida como saber falar línguas. A modalidade do lambe cus encontra-se na área da ginástica corporal, e cada jogador procura sempre mostrar a sua arte nas mais diversas formas de contorcionismo, cujo exercício complexo o obriga a recorrer a todos os meios ao seu alcance para conseguir prostrar-se primeiro e melhor que os outros para lamber o cu de um outro jogador mais forte. Para além da “chicane” corporal, o lambe cus também terá de estar bem provido da ...

DIA DE ENTRUDO

Hoje é dia de entrudo! Muitos são os foliões que vêm para a rua. Uns apenas servem de mirones. Mas outros há que se esmeram na sua fantasia carnavalesca. Tenho sérias dúvidas que alguém hoje, por vontade própria, se queira fantasiar de Cavaco, Coelho, Portas e, mesmo, de Costa. É certo que se devem sentir deprimidos só em pensar que, com tal disfarce, os mirones lhe possam apontar o dedo, e em escárnio histérico, os acusarem de falta de imaginação ou de fazer uma deprimente figura. Muitos lhes diriam: vai para casa e esconde-te, tal é o mau gosto; outros gritariam que melhor se fantasiasse de matrafona ou de rato de esgoto, pois seria mais aplaudido nesta sua fantasia e poder de imaginação. Irra! Em frente ao teclado, a escrever conforme as palavras vão surgindo, também, eu, em dia de entrudo, estou travestido, sem rumo, sem lógica, sem métrica. Mas pronto, não estou fantasiado. Eu sou eu! Não passo de ser eu próprio, mesmo em dia de entrudo. Porque não gosto! Mas não crítico qu...

PELA NOSSA SAÚDE, LUTEMOS*

A saúde é um bem que deveria ser de todos, e acessível a todos! N as últimas semanas têm vindo a pública notícias e acontecimentos que trazem à colação a precariedade dos cuidados de Saúde em Portugal, nomeadamente no Serviço Nacional de Saúde (SNS). O SNS foi uma das maiores conquistas trazidas pela Revolução de Abril de 1974! Com este Serviço, a população portuguesa, desde as grandes cidades às aldeias mais remotas deste Portugal com vista para o Atlântico, viu melhorar a sua qualidade de vida, pois o acesso aos cuidados mais básicos de Saúde era garantido por um serviço público de proximidade. Sendo exemplar a extraordinária redução da taxa de mortalidade infantil. Portugal, graças ao SNS, deixou de ser um dos países da Europa com a maior taxa de mortalidade infantil para se tornar no país da Europa com a mais baixa taxa de mortalidade infantil. E isto é impagável! Não queremos ser líricos e pensar que no SNS tudo eram maravilhas. Nada disso! Todavia, ...

QUEM TEM MEDO DO SYRIZA? (II)*

O conto de crianças do programa do Syriza, é o mesmo conto de crianças do programa do PSD e de Passos Coelho em 2011 No passado dia 25 de Janeiro, o povo grego elegeu, em eleições livres e democráticas, um novo governo. O partido vencedor, o Syriza, sempre anunciou que era contra a austeridade e que a Grécia não poderia continuar a seguir o programa económico imposto pelas instituições europeias, e que a dívida grega era incomportável. Nestas eleições a Democracia funcionou na Grécia! Durante a campanha eleitoral foram proferidas inúmeras declarações de altos responsáveis políticos das instituições europeias com o intuito de chantagear e atemorizar o povo grego, caso o partido vencedor fosse o Syriza. Mas o povo grego não temeu as intimações! No entanto, os lambe-botas do mundo financeiro, onde muitos deles fizeram carreira, portanto devedores de muitas sinecuras aos detentores do capital selvagem, não querem ver e entender que o mal que se apoderou da Europa está a mont...