Mensagens

O DESEMPREGO E AS PENSÕES

Estar desempregado não é uma opção; receber a pensão é um direito que não pode ser negado! As últimas semanas têm sido pródigas em declarações políticas e peças noticiosas sobre as pensões e o desemprego que deixa varado de pasmo aqueles que têm por hábito acompanhar estas temáticas. É comummente aceite que o desemprego é um drama individual e familiar e uma chaga social! Por isso, a problemática do desemprego está incluída nas principais medidas políticas e governativas de qualquer país digno e desenvolvido. Para amenizar o drama que atinge aqueles que caiem nas malhas do desemprego são implementadas medidas de apoio que visam, no essencial, mitigar o problema daqueles que são arrastados de forma involuntária para o despedimento. Em muitas culturas, olhar para um desempregado é considerá-lo um mandrião, um vadio, um ocioso. Em Portugal, muito por fruto das declarações políticas de uma facção da direita política, já se começa a olhar para o desempregado como alguém que apenas ...

FOI HÁ TRINTA ANOS

Faz hoje, 12 de Junho, precisamente 30 anos que Portugal formalizou definitivamente a entrada na CEE, cujo contrato de adesão foi assinado, em 15 de Junho de 1985, no Mosteiro dos Jerónimos. Após esta formalização, Portugal passou a ser membro de pleno direito da CEE, em 1 de Janeiro de 1986. Passados 30 anos da adesão à Europa, podemos dizer que temos uma geração de europeístas. No entanto, por paradoxal que seja, aquando da realização da cerimónia do contrato de adesão havia uma figura que estava contra esta adesão: Aníbal Cavaco Silva. Por isso, logo que chegou a líder do PSD, acabou com o governo de bloco central de Mário Soares e Mota Pinto. Mas ironia das ironias! Foi Cavaco Silva, investido das funções de primeiro-ministro, que mais benefícios políticos retirou com a adesão de Portugal à CEE. O dinheiro era tanto a entrar todos os dias, que os políticos portugueses, empresários e afins andavam nas suas sete quintas a desbaratar milhões da CEE. Iniciou-se a saga do bet...

“PORTUGAL À FRENTE”

“Portugal à Frente” é o título da coligação PSD/CDS-PP que se vai apresentar nas eleições legislativas. É intenção da coligação de direita dar continuidade às malvadezes que infligiram aos portugueses nos últimos quatro anos. Não há dúvida que Coelho e Portas, uma dupla sem qualidades, nunca foram tão assertivos como no baptismo do filho que ambos pariram no falso casamento que celebraram no passado dia 25 de Abril. Isto porque, “Portugal à Frente” aplica-se que nem uma luva ao modelo de governação da coligação: “Portugal à Frente” – No aumento da dívida pública; “Portugal à Frente” – No aumento da pobreza; “Portugal à Frente” – No aumento das desigualdades; “Portugal à Frente” – No «enorme aumento de impostos»; “Portugal à Frente” – No corte de salários e pensões; “Portugal à Frente” – No corte de apoios sociais (abono da família, complemento solidário para idosos e no RSI); “Portugal à Frente” – No aumento da emigração; “Portugal à Frente” – No aumento do desem...

A BANALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA*

A violência sempre ocupou o desenvolvimento das civilizações; A violência desde sempre acompanhou o desenvolvimento das civilizações. A criação dos impérios foi gerada através da violência. Mesmo a religião foi, e ainda é, imposta pela violência. Portugal nasceu à custa da violência; de uma violência, podemos dizer, atroz, pois o filho “bateu” na mãe, dado que foi à custa de uma guerra que D. Afonso Henriques levou a efeito contra a mãe, D. Teresa de Leão, que nasceu Portugal. Podemos dizer que nestes aspectos poderemos estar ante uma violência radical, que verga e domina os opositores. Sendo certo que a violência não deve ser meio de incentivo, ela é, de facto, a forma mais comummente utilizada para a obtenção de um bem ou de uma determinada posição. Aqui poderemos falar da violência física e da violência psicológica, essa também já muito banalizada. Com a evolução dos meios tecnológicos e com a facilidade de comunicação através das redes sociais, com facilidade se espalham im...

OS CAMINHOS DA FÉ*

Os peregrinos caminham em direcção a Fátima imbuídos da Fé, e com o coração carregado de agradecimento à Virgem Maria. Nestes dias das primeiras semanas de Maio, se assim o poderemos dizer, todos os caminhos vão dar a Fátima. Todos os anos, por esta altura, as estradas enchem-se de peregrinos, que, em grupo, fazem a sua caminhada para cumprir as promessas feitas a Nossa Senhora de Fátima, que ouviu as suas preces. Cientes dos perigos que correm, ao palmilhar centenas de quilómetros, os peregrinos entregam a sua sorte ao destino de Deus e da Virgem de Fátima. Não obstante todos os anos acontecerem tragédias nas estradas de destino, que vitimam peregrinos, como o ocorrido na semana passada, as pessoas não desistem, não se encolhem, pois cumprir a sua promessa é o seu desígnio final.  O povo Português, na sua maioria, venera o culto Mariano! É esta Fé que acalenta a sua vida. É a esperança em Maria que enche a sua crença. É agradecendo a Maria que o povo preenche o vazio q...

41 ANOS DO 25 DE ABRIL*

Foi Abril que nos trouxe a Liberdade e a Democracia; foi Abril quem nos deu a Saúde e a Educação em igualdade de circunstâncias .   A data de capa deste jornal é exactamente a do dia de aniversário do 25 de Abril. Foi há 41 anos que os Portugueses assistiram à queda do regime fascista que governou Portugal, sob o jugo da ditadura. Um grupo de capitães, cansados da guerra inconsequente do ultramar e de viverem num país sem liberdade, veio para a rua com as suas tropas e derrubaram um regime fechado e castrador da liberdade de expressão que governava Portugal há 48 anos. Os ideais de Abril centravam-se na luta pela liberdade de expressão e política; para amenizar as desigualdades sociais; pelo acesso de todos a melhores condições de vida; para terminar com o corporativismo industrial; para que houvesse Educação, Saúde e Habitação para todos, e não só para os que tinham posses para pagar. Estes foram alguns dos desígnios de Abril que, pouco a pouco, se foram implementando...

AS CICLOVIAS E O PLANEAMENTO*

As ciclovias foram criadas para dar mais conforto aos ciclistas. A s ciclovias (espaços próprios para os utilizadores de bicicletas circularem) nasceram, essencialmente, nos países da Europa Central,  em finais do século XIX, fruto da necessidade de criar conforto de circulação aos utilizadores de bicicletas e evitar a mistura da circulação de bicicletas com as carroças e charretes. Foi nas zonas rurais que primeiramente se criaram esses “corredores”, dado que as estradas eram entapetadas com pedra e “cascalho” (as estradas de Macadame) que causava transtornos e desequilíbrios aos ciclistas. Tendo em conta que as bicicletas eram o maior meio de transporte utilizado pelas pessoas, os responsáveis pelo planeamento começaram por criar corredores laterais nas ruas e estradas, com um piso liso, primeiro em terra e depois em cimento, para ser utilizado pelos ciclistas.  Nos anos 30 do século XX, a criação de ciclovias massificou-se na Alemanha, pois a políti...